• Gabriella Arienne

Meninas na Ciência - UFRJ: Um Projeto de Visibilidade das Mulheres.

Estamos muito felizes de formalizar laços de Parceria com a Revista Kratos. É importantíssimo iniciativas que fortaleçam laços acadêmicos e/ou institucionais de Projetos de Divulgação Científica, que visam a ampliação das ciências, com temáticas voltadas principalmente para às questões de gênero.


Desde 2018 fundei e idealizei, por meio de meu Projeto de Pós-Graduação: 'Meninas na Ciência - UFRJ', buscar ações voltadas à reflexão sobre desigualdades. Com o intuito de contribuir para a possível reversão das desigualdades de oportunidades enfrentadas por pessoas pertencentes a grupos estigmatizados, e a destruição de quaisquer estereótipos principalmente sobre: gênero e raça.


Meninas na Ciência - UFRJ é um Projeto idealizado e organizado para divulgar cientificamente, e promover a História de Mulheres, que atuam/atuaram em diversas áreas das Ciências. O objetivo maior é incentivar meninas que ainda estão em idade escolar (principalmente), a conhecer várias áreas científicas, e motivá-las para que acreditem que mulheres podem ocupar todos os espaços na Sociedade. Além disso, desejamos dar visibilidade para mulheres cientistas, quebrando estereótipos e estimulando a reflexão sobre a desigualdade de gênero.


Nosso foco são todas as áreas de ciências e tecnologias que ainda se encontram dominadas por homens, como: Engenharias, Geologia, Física, Química, etc. Com apoios de projetos parceiros, ofereceremos atividades e oficinas para mostrar diferentes ramos das ciências para meninas e meninos, adultos e adolescentes, promovendo palestras e rodas de conversas, contando e divulgando história de mulheres que inspiraram este projeto, além de apresentar mulheres líderes em suas áreas de atuação, para que elas possam contar suas trajetórias, além de debatermos os preconceitos e desafios.


Os estereótipos de gênero estão presentes em nossa sociedade e isto é algo que não podemos ignorar, se quisermos mudar esta realidade. A educação de nossas meninas é influenciada por estes preconceitos, o que as desencoraja a acreditarem em sua capacidade desde cedo e isso é refletido na vida adulta.


A desigualdade de gênero no setor das ciências está diretamente ligada à maneira como a nossa sociedade lida e trata os diferentes gêneros, refletindo em como meninas e meninos são criados e vistos. As meninas crescem com a visão de que alguns espaços são apenas masculinos. Ao imaginar profissionais da engenharia, por exemplo, automaticamente pensamos em homens executando esta função e queremos mudar esta imagem. Queremos que as meninas cresçam sabendo que são capazes de tudo.


Em um mundo extremamente machista, meninas são apenas encorajadas a serem mães, donas de casa ou a continuarem ocupando espaços que já ocupam no mercado de trabalho. Enquanto isso, os meninos são mais estimulados a desenvolverem seu raciocínio lógico e aptidões cientificas e, como consequência, homens tendem a ocupar mais espaços de ciências e engenharias.


Considerando os fatos acima, fica clara a necessidade imediata de implementar ações que visam à promoção da presença das mulheres nos campos de ciência e tecnologias. Ações estas que consideram tanto o espaço da educação básica, onde as primeiras expectativas de futuro e planejamento de carreiras são construídas, quanto no ensino superior, promovendo a permanência daquelas que já optaram por estas carreiras.

Para mudar este cenário de desigualdade precisamos colocar em foco as protagonistas desta causa: as meninas que irão se tornar mulheres.


A proporção de mulheres na ciência é bem menor que os homens e não é surpreendente que no meio de divulgação científica haja também uma menor quantidade de mulheres.


A importância deste tópico, ainda merece ampla discussão, visto os estudos que ainda abordam o cenário hostil encontrado pelas mulheres engajadas com divulgação científica.


A desigualdade de gêneros na divulgação científica é resultado de uma conjunção de fatores que também estão associados à desistência de mulheres na ciência. Mulheres são desmotivadas a seguir carreira por encontrar um ambiente não favorável, repleto de assédio sexual e sexismo.


Além disso, a falta de rede de conexões para promover mulheres e a escassez de mulheres como fontes de inspiração para aquelas que estão iniciantes, também são as causas da diferença entre proporção de homens e mulheres na ciência e na divulgação científica.


Tendo em vista o início do Projeto de extensão universitária em 2018, a página “Meninas na Ciência-UFRJ”, que visa problematizar as influências da “ameaça do estereótipo” (Steele; Aronson, 1995) na formação pessoal e profissional de crianças e jovens, além de promover a divulgação e popularização da ciência, e história da ciência, para todos os níveis, alcançou uma enorme procura, possibilitando também o acesso e sucesso do Projeto

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Acreditamos no potencial de crescimento do Projeto, assim como, o principal meio de divulgação e popularização de nossas informações nas nossas páginas, para que desta forma, possamos permitir que todos tenham igualdade de acesso à todas as esferas da produção científica.



QUER SABER MAIS? Site Oficial: www.equid.net.br

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Autora:

Gabriella da Silva Mendes (Mestre em Educação em Ciências e Saúde, Historiadora e Pesquisadora – Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ).




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